quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Erramos mais? Ou acertamos mais?

Saudações galera!!!

Meus posts estão saindo cada vez mais atrasados. Mas ainda vou tentar manter a freqüência semanal.

Quem me ajudou a ter uma luz no assunto de hoje foi meu irmão. Ele me mandou algumas frases de sugestão no Whatsapp. Basicamente falando de acertos, de erros, e de como era e como é minha vida (antes e depois da compra da academia).

Lembrei de uma pergunta que vem se repetindo. E esses dias a fizeram novamente:

"- Onde vocês acham que mais acertaram, onde "patinaram" e onde, definitivamente, erraram como recém empreendedores?"

Como dito nos primeiros posts, a visão de engenheiro de multinacional acaba sendo reprimida pelos contratempos do dia a dia.
Usar padrões de empresas sólidas ou teorias de livros de pensadores em uma academia "indo para o fundo do poço" é extremamente improdutivo. Aliás, era, até que ela comece a tomar uma forma consistente.

Respondendo à questão, na minha opinião, os pontos mais evidentes da nossa trajetória, em cada caso, foram:

Onde mais acertamos: Na equipe
Vou falar novamente da minha equipe!Sem dúvida, a montagem de uma equipe unida e trabalhando em harmonia facilitou todos os outros passos que demos corretamente.
Trocamos algumas pessoas, incluímos outras, incentivamos o desenvolvimento de todos e os deixamos em uma situação confortável.
- Regularizamos e valorizamos a situação de todo mundo;
- Deixamos claro como iríamos tocar nosso negócio;
- Mostramos cada resultado alcançado através de reuniões e nosso painel de indicadores.

Foi estranho no começo, mas hoje todos sabem, em números, como estamos dentro do mês.

Onde "patinamos": No legado da administração anterior
Compramos a academia em funcionamento. Junto com um nome (considerado forte em Marília) e uma base de clientes (já nos gerando um fluxo de caixa), a empresa também tinha diversas restrições nas esferas cível, trabalhista e tributária.
Claro que a solução de cada uma dessas restrições já havia sido prevista no contrato de compra e venda. Mas, nem por isso, deixamos de perder produtividade na construção do nosso modelo de atuação.
Hoje, após um ano e 5 meses, ainda estamos em trabalho de criação de respaldo junto a fornecedores e os órgãos financeiros. Tudo está andando bem, porém foi um processo vagaroso.

Hoje nos questionamos se mudar de CNPJ, nome ou mesmo montar uma academia do zero nos garantiria menos dificuldades.
Quando montarmos a segunda academia saberemos disso, rs!

Onde erramos: Não sei dizer...
Hahaha.... Pode parecer prepotência. Mas, de forma geral, digo que não erramos em nada. Considerando que ERRAR, seria agir ou deixar de agir (incorretamente) e as conseqüências serem irreversíveis.

Pontualmente agimos incorretamente. Dispendemos tempo e dinheiro com pessoas, serviços, problemas e em diversas situações que não deveríamos.

Mas acreditamos que isso tem nos trazido padrões sobre o que é certo e o que é errado.

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Pronto! Tivemos diversas lições aprendidas. Agora o importante é transformar essas ações em hábito. Hábito de "fazer" as corretas e "não fazer" as incorretas.

Sou fã do livro Os Segredos da Mente Milionária, do autor T. Harv Eker! E nele tem uma passagem que fala um pouco sobre isso:

"Quase todas as pessoas entendem que somos criaturas de hábitos. O que elas não sabem é que existem dois tipos de hábitos: os de fazer e os de não fazer. Tudo o que você não está fazendo neste momento você tem o hábito de não fazer. A única maneira de mudar isso é fazer. A leitura o ajudará, mas a questão é completamente diferente quando se passa da teoria à prática. Caso esteja de fato comprometido com o sucesso, prove isso executando as ações sugeridas."
No caso, a leitura (ou a teoria) e suas ações sugeridas seriam todas aquelas que, de certa forma, poderiam ter sido consultadas quando iniciamos nosso negócio.

Recomendo muito esse livro! Já o li. Hoje faço uma degustação sempre que posso.

Grande abraço!

Até semana que vem... E por favor, votem bem.




quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A seleção natural de um time

Saudações galera!

Hoje, pra dar continuidade à história, vou falar sobre o pilar que sustenta atualmente meu negócio: Pessoas! 

Escrever esse blog tem me trazido algumas surpresas muito boas. Uma delas foi receber notícias de um amigo pelo facebook, que há tempo não tinha notícias.
O Rogério, dono do Delicacy, um restaurante que atendi por seis meses como vendedor da Sadia, me chamou no chat pra parabenizar sobre o blog. Pra quem não conhece, é um restaurante por quilo, aconchegante, que ganha sempre os prêmios da Veja - Comer & Beber.
Mas e aí? Por qual motivo comecei contando essa história? E a academia?
Coincidentemente, lá foi onde eu fiz minha uma das mais importantes identificações com os negócios (na verdade, mais com o modo como o Rogério conduzia o restaurante dele). Mais especificamente, na gestão de pessoas.

Toda segunda-feira, próximo ao horário de almoço, eu entrava direto aos fundos do restaurante e via esse cara pra lá e pra cá, sempre sorridente, coordenando o backstage da refeição de diversos executivos que vinham de toda a região dos Jardins e Avenida Paulista. 
O que me chamava mais a atenção era o modo com que ele conduzia essa correria: Tratava todos os seus funcionários como amigo!
" - Poxa, então existe uma forma de gerenciar equipes, sem o uso da rigidez e da imposição."
Me identifiquei, e entendi que de certa forma, esse seria o modo que eu conduziria uma equipe. Não via em mim o perfil de gestor carrasco.

Tratar as pessoas bem e de forma empática, foram coisas que aprendi dentro de casa. Se posso usá-las para liderar pessoas, já tinha um ponto forte desenvolvido.

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Hoje meu pilar de sustentação na academia, sem sombra de dúvidas, é a minha equipe. Não consigo identificar diferenciação melhor no meu serviço que o atendimento.

Técnica ou pessoalmente, tenho um grupo de pessoas com características únicas. Nenhuma semelhante à outra. Como diversas partes assimilares, que quando juntas formam um círculo.

Sempre deixei claro que o que eu espero deles está dentro de 3 frentes: 

1. Técnica - Saber executar sua função, da forma mais básica possível;
2. Relação com os alunos - Trate-os como espera ser tratado em qualquer outro estabelecimento comercial;
3. Relação entre nós - Somos indivíduos, temos pontos fortes e fracos, somos passíveis de melhoria e todos temos um sonho. Coloque-se sempre no lugar do seu companheiro de trabalho.

Esperar que todos ajam da mesma forma, em todas as situações é utópico. Apenas considero que todo mundo é superior a mim em alguma coisa. Nessa particularidade espero sempre aprender e me desenvolver. Do contrário, o ajudo em seu desenvolvimento.

Já errei, já troquei, já briguei, já engoli diversas vezes palavras mesquinhas para não me exaltar no calor do momento. Mas nunca julguei diretamente alguém certo ou errado, julguei apto a estar dentro ou fora do círculo que queria criar.

Hoje tenho esse círculo. E, falo com orgulho desse círculo de trabalho. 

Dentro dele tenho expoentes que se destacam de diversas formas: Na energia, no sorriso, na sinceridade, na organização, na forma de sonhar, na dedicação, na abdicação, na pressa e na calma, na força e na delicadeza.

Pois então, foi tratando todos muito bem, que o filtro natural do universo me deu uma equipe pronta. Pronta pra criar os processos mais produtivos na geração de valor. No caso, gerar valor dentro de uma academia.

Falando em gerar valor... Tá aí um cara que me identifico, e tem movido multidões a pensar melhor sobre ser dono de seu próprio negócio: Flávio Augusto da Silva (canal Geração de Valor).




Grande abraço!!!





terça-feira, 7 de outubro de 2014

Pra onde vai o "barco"?

Saudações pessoal!!!

Como foram de eleições?

Você é o tipo de eleitor fanático? Ou aquele que vota por ser um dever? Ou, simplesmente pratica sua cidadania com seu voto?
Eu fico com a última opção. Acho que entender e atuar como um eleitor sensato seja mais que um dever.

Não defendo partido, não exponho minha decisão e tento ao máximo não contrariar ninguém quando entro em discussões (prefiro nem entrar).
Acredito que a decisão, a afinidade e as crenças políticas envolvam milhares de variáveis. Desde a influência familiar, nos negócios, na carreira e, até mesmo, na manutenção do asfalto da rua da casa do fulano. É igual dieta, funciona pra um e não funciona pra outro.

Minha visão: meu "barco" é muito pequeno! Por maior que seja a tempestade, marola ou calmaria que o governo faça ele enfrentar, quem coloca ele em direção do MEU OBJETIVO sou EU.

Portanto, prefiro cuidar do meu "barco"!
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E esse "barco" que a gente vem construindo conquistou todos os recordes possíveis no fechamento de Setembro. Foi uma sensação ótima, de dever cumprido e de conquista.

Ia separar esse post para contar como a gente vem trabalhando a formação da nossa equipe.
E, como hoje é aniversário da primeira pessoa que entrou na minha equipe, vou falar basicamente de como conseguimos nos alinhar para expandir para o que temos hoje.

Meu irmão Roberto Herrera Oikawa foi a primeira pessoa a quem eu me juntei pra correr atrás dos meus sonhos (e dos dele).
" -Ahhhhhhh, com irmão é mais fácil!"
Não posso afirmar isso depois de termos passado por muitas divergências e conflitos. Tenho exemplos dentro da minha família que provam o contrário. Mas, posso listar 3 pontos principais que nos mantiveram unidos e focados.

1. Clareza daquilo que eu quero pra mim, do que ele quer pra ele e do que queremos para a academia;
2. Empatia: entender que o papel que cada um exerce pode passar por épocas de maiores dificuldades (e outras de maiores facilidades);
3. Periodicamente revisamos as ações diárias e recolocamos o barco em um rumo que atenda às expectativas de ambos.

Caráter, respeito, ética, força de vontade e todas as outras palavras bonitas do perfil de um profissional são premissas. Elas servem pra que você escolha um membro de sua equipe, mas para manter a harmonia no trabalho é preciso mais que isso.

É importante dizer que a equipe tenho hoje na academia foi filtrada por esses 3 pontos. Algumas pessoas simplesmente não se adaptaram, ou não atenderam a esses 3 pontos, e não mais nos acompanham.

Nos posts seguintes vou falar mais como isso vem acontecendo!

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Burrão!!! Parabéns brother. Felicidades e muito sucesso. Você é, sem dúvida alguma, meu maior ídolo.

Grande abraço!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

O desastre da teoria colocada em prática

Saudações galera!

Ontem o movimento da academia não me permitiu parar pra escrever. O verão vem bombando!
Vamos lá.... Contar um pouco mais de história.

O resumo da obra era o seguinte:
Dois engenheiros de produção, um trabalhando em fábrica e outro em vendas, compram uma academia e iniciam seu primeiro empreendimento.
Objetivo PRINCIPAL e LÓGICO, fazer DINHEIRO (ou gerar riqueza, tecnicamente falando).

Se liga nas primeiras conversas que tivemos:
* note que "Burro" é o tratamento afetivo que temos um com o outro.

Meu irmão, coordenador de melhoria contínua em fábricas (na época na Nestlé):

" - Burro, vamos levantar a situação atual, restaurar as condições básicas de funcionamento, identificar as ações prioritárias, montar um plano de ação... E colocar tudo num ciclo PDCA  http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_PDCA )"

Eu, especialista em vendas (há pouco na BRF):

"- Burrão, vamos fazer um estudo de mercado pra identificar os principais players de Marília, fazer uma análise SWOT ( http://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A1lise_SWOT ), criar indicadores de produtividade para todos os níveis de funcionários e criar um sistema de remuneração variável pra motivá-los a fazer cada vez mais dinheiro pra empresa"

Unimos essas duas visões perfeitamente maravilhosas e....
... logo na minha primeira semana na academia tivemos alguns fatos:
- Duas esteiras e alguns cabos quebraram;
- A multidão de alunos se revoltava (pois fazia ligação do início da minha gestão com as quebras);
- Quem estava prontamente disponível para fazer essas manutenções eram alguns aproveitadores da situação;
- Entendi que, antes mesmo de eu pensar em estratégia, tinha que passar árduos meses dentro da academia.

Infelizmente (ou felizmente) essa é a realidade de qualquer inserção no mundo dos negócios. Sem olhar as particularidades da academia, eu e meu irmão nunca conseguiríamos sequer criar um indicador de performance.

Hoje muitas situações ainda são incertas, principalmente quando se trata de longo prazo.
Mudamos muito daquilo que imaginávamos usar pra fazer nosso negócio prosperar. Hoje temos dois focos principais de atuação: PESSOAS e PROCESSOS.

Pessoas trabalhando com o que gostam, valorizadas e que se sentem parte do negócio.
Processos claros, alinhados e bem definidos.

Acredito que, boas pessoas, quando trabalham em conjunto e sintonia, criem automaticamente processos sustentáveis.

E hoje, mesmo recém chegado nesse mercado, com muita pedra pra quebrar, a única certeza que tenho é: EU TENHO ÓTIMAS PESSOAS NA MINHA EQUIPE.

Leitura interessante sobre o assunto:
http://acritica.uol.com.br/blogs/blog_do_oshiro/pessoas-processos-ISO-qualidade_total_7_893980594.html

Até a próxima!

Grande abraço

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Largue o emprego, compre uma academia: Hoje eu digo NÃO!!!

Saudações galera!

Como disse no post anterior, um dos maiores marcos na minha vida profissional foi minha passagem pela BRF (onde me formei especialista em vendas). Porém, o maior deles, sem sombra de dúvidas, foi minha saída de lá.

A proposta foi bem simples e direta na fala do meu irmão:
"- Tem uma academia grande à venda aqui em Marília, está indo "pro buraco" e eu acredito que uma boa gestão consiga reverter essa situação."

Visão Inicial: 

Academia?
Mercado aquecido em constante crescimento, não existe inadimplência, 95% da população ainda não visitou uma academia, etc.. etc. Quer melhor oportunidade que essa?

Não pestanejamos, entramos de cabeça no negócio!

A dúvida de muitos amigos e familiares (e também nossa) era se estávamos preparados pra empreender em um mercado teoricamente desconhecido pra gente.

Tínhamos, de fato, o básico:

  • Rodolfo Rossi: ex-personal trainer do meu irmão, nosso amigo e braço direito. Sem ele, nenhum progresso técnico aconteceria na academia. Coordena nossa equipe de educadores e propõe as melhorias em equipamentos e serviços;
  • Um pouco de dinheiro pra aquisição e caixa;
  • E, conhecimento em gestão de indicadores, pessoas, processos, etc..
Tudo pronto pra dar certo, certo? Não...
Como aconteceu também na vida de Joseph Climber... A vida foi uma caixinha de surpresas...


Visão Atual:

Academia?
Mercado com sazonalidades intensas e de difícil leitura através de históricos, alto índice de informalidade (tanto no negócio quanto na mão de obra), grande parte da população carrega paradigmas que a tacha como um local hostil onde convivem apenas pessoas jovens, fortes e saudáveis... Não existe nada trivial, nada fácil!!!

Se me perguntar hoje se eu largaria meu emprego promissor, como fiz há um ano, eu digo que NÃO.

Digo não por conhecer o tamanho do desafio que estamos enfrentando.
Digo não pois perdi quase todo meu conforto financeiro.
Digo não pois a sanidade não me faria trocar tanta incerteza pelo que tinha.

Quer ter seu negócio? Diga SIM. De forma insana, irracional e olhando apenas para seus sonhos. O resto vem!

Grande abraço! Até a próxima.

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Um grande abraço ao professor Cavalo e aos atletas da Rodrigo Seabra Fight que "passaram o carro" na Copa Estadual de Jiu-Jitsu . 8 atletas, 8 medalhas!
Minha academia, sua casa irmão!



quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Eu precisava contar isso pra alguém...

Criei um blog! Mas e aí? Pra que?

Tenho dois motivos:
1. Juro que vi algum desses milionários (que todo mundo publica o que pensam no facebook) falando que é um hábito saudável pra quem quer se tornar um milionário.

2. Minha história é pra lá de diferente: sou formado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de São Carlos, fui trainee pela Sadia (atual BRF) na cidade de São Paulo e lá me desenvolvi como especialista em vendas. Hoje, sou microempreendedor, dono de uma academia na cidade de Marília, interior de São Paulo.

A meta: 
Explicar como tenho usado minha experiência em gestão contra a inexperiência em fitness, saúde, esporte, e tudo que engloba a parte técnica do negócio.

Empreender sempre foi um passo que busquei dar desde que entrei na faculdade e tive como amigos filhos de empresários de sucesso. Era (é) incrível falar de negócios com eles.
Meu pai é um empreendedor, mas acredita muito no valor da estabilidade na profissão (estude, consiga um bom emprego e tenha uma ótima aposentadoria). Ele não gostou muito dessa reviravolta toda.

Vamos ver o que sai.

Um grande abraço!