Saudações galera!
Ontem o movimento da academia não me permitiu parar pra escrever. O verão vem bombando!
Vamos lá.... Contar um pouco mais de história.
O resumo da obra era o seguinte:
Dois engenheiros de produção, um trabalhando em fábrica e outro em vendas, compram uma academia e iniciam seu primeiro empreendimento.
Objetivo PRINCIPAL e LÓGICO, fazer DINHEIRO (ou gerar riqueza, tecnicamente falando).
Se liga nas primeiras conversas que tivemos:
* note que "Burro" é o tratamento afetivo que temos um com o outro.
Meu irmão, coordenador de melhoria contínua em fábricas (na época na Nestlé):
" - Burro, vamos levantar a situação atual, restaurar as condições básicas de funcionamento, identificar as ações prioritárias, montar um plano de ação... E colocar tudo num ciclo PDCA http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_PDCA )"
Eu, especialista em vendas (há pouco na BRF):
"- Burrão, vamos fazer um estudo de mercado pra identificar os principais players de Marília, fazer uma análise SWOT ( http://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A1lise_SWOT ), criar indicadores de produtividade para todos os níveis de funcionários e criar um sistema de remuneração variável pra motivá-los a fazer cada vez mais dinheiro pra empresa"
Unimos essas duas visões perfeitamente maravilhosas e....
... logo na minha primeira semana na academia tivemos alguns fatos:
- Duas esteiras e alguns cabos quebraram;
- A multidão de alunos se revoltava (pois fazia ligação do início da minha gestão com as quebras);
- Quem estava prontamente disponível para fazer essas manutenções eram alguns aproveitadores da situação;
- Entendi que, antes mesmo de eu pensar em estratégia, tinha que passar árduos meses dentro da academia.
Infelizmente (ou felizmente) essa é a realidade de qualquer inserção no mundo dos negócios. Sem olhar as particularidades da academia, eu e meu irmão nunca conseguiríamos sequer criar um indicador de performance.
Hoje muitas situações ainda são incertas, principalmente quando se trata de longo prazo.
Mudamos muito daquilo que imaginávamos usar pra fazer nosso negócio prosperar. Hoje temos dois focos principais de atuação: PESSOAS e PROCESSOS.
Pessoas trabalhando com o que gostam, valorizadas e que se sentem parte do negócio.
Processos claros, alinhados e bem definidos.
Acredito que, boas pessoas, quando trabalham em conjunto e sintonia, criem automaticamente processos sustentáveis.
E hoje, mesmo recém chegado nesse mercado, com muita pedra pra quebrar, a única certeza que tenho é: EU TENHO ÓTIMAS PESSOAS NA MINHA EQUIPE.
Leitura interessante sobre o assunto:
http://acritica.uol.com.br/blogs/blog_do_oshiro/pessoas-processos-ISO-qualidade_total_7_893980594.html
Até a próxima!
Grande abraço
Boa noite pessoal,
ResponderExcluirMano, vou complementar o post, para falar um pouco dos benefícios do Planejamento Estratégico.
Quem já fez algum curso de administração ou gestão empresarial está bem acostumado com os termos Visão, Missão, Valores, SWOT, PDCA, etc...mas tenho certeza que a maioria pensa “ – que monte de burocracia, vamos logo meter a mão na massa!!”. Imaginem então quem nunca ouviu esse papo de administrador, e “mete as caras” sem fazer as devidas análises?
Vira e mexe nós ouvimos casos que pessoas que tiveram uma ideia brilhante, “meteram as caras” e hoje estão muito bem. Bom, eu não sei a estatística, mas apostaria que estes são, no máximo, 1% dos empreendedores do Brasil.
Segundo o SEBRAE-SP, 29% das empresas fecham em seu 1.º ano de atividade e 56% não completam o 5.º ano de vida. E isso se deve, em grande parte, à falta de Planejamento Estratégico.
Vejam só, no nosso flipchart de reuniões, ainda temos as folhas em que rabiscamos a nossa Visão, Missão, nosso brainstorming para definir ações de restauração de condições básicas e nosso plano tático de 2013/2014.
E é esse mesmo flipchart que a gt folheia quando sentimos que a maré está mudando. Pois é nele que estão escritas as nossas prioridades, nossa estratégia e nossas principais ações. E nós sempre rabiscamos em cima do que está escrito, incluímos coisas novas e excluímos o que não faz sentido mais. Além, é claro, de cairmos de cara nas nossas planilhas de Excel, pelo menos uma vez por semana, para tomarmos decisões sobre o andamento do mês. Isso é planejar, isso é gerenciar um negócio.
Então, quando o cabo do crossover estourar ou quando a inclinação da esteira pifar...caia pra dentro, aprenda, viva o seu negócio...mas tenha sempre em mente a sua Visão, a sua Estratégia. Não se deixe levar para o olho do furacão...
Permitam-me dar algumas dicas:
1 – faça um planejamento estratégico do seu (futuro) negócio
2 – se prepare para situações indesejadas (e aprenda com elas)
3 – visite sua “visão” pelo menos uma vez por mês, corrija a rota se for necessário
4 – cerque-se de pessoas em quem vc confia, uns mais loucos que vc, outros menos loucos...mas todos loucos...
5 – siga o primeiro conselho do Dani “pense positivo e ajude os outros a realizarem os sonhos deles, o resto vem...”
Se quiserem trocar mais ideias ou tirar dúvidas sobre Planejamento Estratégico de empresas, estou à disposição.
Grande abraço a todos!!!
Estou aprendendo muito com esses dois! Além de amigos, são solícitos e pessoas muito boas!
ResponderExcluirAgradeço a Deus em ter acertado ao aceitar o convite do Beto. A visão deles é totalmente diferente dos outros empresários do ramo! Abraços!
Meninos, parabéns pelo empreendimento e pelo blog. Adoro as postagens, super verdadeiras e bem-humoradas. Eu me reconheço em cada uma delas... rs
ResponderExcluirO mais legal de tudo é que as pequenas conquistas diárias nos mostram o quantos somos fortes e capazes, e nos enchem de fôlego para seguir em frente.
Desejo muito mais sucesso! Que Deus ilumine sempre o caminho de vocês!
Laura Spegiorin